quarta-feira, julho 20, 2011
quinta-feira, maio 05, 2011
quinta-feira, março 17, 2011
Reflexão
" Pensando nos ensinamentos de Buda, que nos mostra os principios que regem o Universo, é preciso resgatar um coração que se emocione com uma flor apenas, que derrame lágrimas pela morte de um inseto. Um coração que ame não apenas a própria vida, mas também a vida dos outros. Um coração que aprecie a existência de cada elemento neste mundo" - shundo aoyama rôshi.
sábado, março 12, 2011
Resiliência
Saber que dificuldades fazem parte da vida é essencial para desenvolver a resiliência
Cair e levantar. Na teoria o mecanismo parece fácil. Na prática, as coisas são bem diferentes. Ao passar por uma situação que traz sofrimento – como o término de um relacionamento, a morte de um parente querido ou uma demissão – o processo de recuperação nem sempre é simples. A sensação de desânimo e perda podem durar um bom tempo e é fácil sentir como se nada mais fizesse sentido.Porém, há indivíduos que enfrentam grandes percalços e, mesmo assim, conseguem vencer a dor e se reestabelecer em pouco tempo. Essa habilidade em superar é chamada pela Psicologia de resiliência. O termo foi sabiamente emprestado da Física, que define a resiliência de um objeto como sua capacidade de sofrer pressão ou impacto e, depois, voltar à forma original.
Inabalável?
É bom ficar claro que resiliência não tem nada a ver com ausência de sofrimento. De acordo com George Barbosa, diretor científico da Sociedade Brasileira de Resiliência (Sobrare), nos anos 70 havia esse entendimento e os resilientes eram chamados de invulneráveis. Mas isso foi logo corrigido.
“O evento está lá, é real. Mas a maneira de interpretá-lo é que faz a diferença”, diz.
“Voltando à analogia com a Física, do mesmo jeito que um objeto sofre desgaste e transformação, seja por causa da perda ou do ganho de energia, as pessoas ditas resilientes lidam com medos, dores, angústia e desespero diante de experiências traumáticas. Mas elas superam o impacto e conseguem dar outro significado ao acontecimento dentro do seu contexto de vida”, completa Rosaly Ferreira Braga, psicóloga e pesquisadora do Prove (Programa de Atendimento e Pesquisa a Vítimas de Violência), da Unifesp.
Questão de perspectiva
Deve-se dizer que nos primeiros dias ou semanas depois de um trauma é extremamente normal retomar a experiência desagradável por meio de lembranças e até pesadelos. Mas, enquanto as pessoas consideradas resilientes reúnem forças para se reorganizar emocionalmente e retomar a vida normal, há uma boa parcela que leva um tempão para conseguir ficar de pé novamente.
“Nos resilientes, aos poucos as recordações são elaboradas e incorporadas à sua autobiografia, transformando-se em memórias que futuramente podem ser evocadas como fontes de experiência”, descreve Rosaly.
Já para os indivíduos vistos como mais vulneráveis, há uma maior dificuldade em reduzir os estragos causados pelo trauma. Nesses casos, um dos sintomas é ficar revivendo o acontecimento, o que resulta em muita angústia.
“Há quem chegue a desenvolver quadros psiquiátricos, como depressão. Para ter uma ideia, das pessoas que são expostas ou vivem uma situação traumática, cerca de 15 a 20% desenvolvem algum transtorno psíquico”, informa a psicóloga.
Por trás da fortaleza
Mas, afinal, por que há indivíduos que conseguem enfrentar as adversidades com tanta desenvoltura? Segundo Barbosa, são pessoas que desde cedo aprenderam a atribuir um significado adequado às suas crenças (ou seja, sem muito rigor). Dessa forma, desenvolveram a habilidade de transitar por diversos ambientes e situações. Trocando em miúdos: são mais flexíveis. É utilizando essa característica que os resilientes acabam se tornando mais controlados, atentos, confiantes, empáticos, otimistas e carismáticos.
“Por isso são conhecidos como pessoas com maior maturidade emocional”, diz o diretor científico da Sobrare.
Por outro lado, quem é muito rígido em relação àquilo que acredita corre o risco de sofrer mais para compreender e superar os infortúnios que vez ou outra aparecem pela vida. É como se só soubessem ir para casa por uma rua e, quando essa é bloqueada, não recorrem ao jogo de cintura para procurar rotas alternativas – ao contrário dos resilientes.
Virando o jogo
A boa notícia é que todo mundo pode desenvolver a resiliência e, assim, ficar mais hábil em se levantar após um tombo. Para isso, é preciso estimular algumas habilidades individuais e sociais. Inicialmente, diz Rosaly, “deve-se ter a percepção e a consciência de que as dificuldades fazem parte da vida de todo mundo. Isso é essencial para desconstruir o pensamento de vitimização que paralisa e adoece as pessoas”.
Outro passo fundamental para avançar na trilha que leva à capacidade de superação é identificar e reconhecer os próprios limites diante de situações causadoras de estresse. Além disso, é muito importante investir em recursos que possibilitem aprofundar o conhecimento sobre si próprio.
“Assim, evita-se o sentimento de frustração e a baixa autoestima”, afirma a pesquisadora do Prove.
Cultivar relações de amizade verdadeira é mais um fator determinante para alcançar um maior grau de resiliência, já que os amigos costumam estar à disposição para ajudar em qualquer circunstância – o que aumenta, de quebra, a autoconfiança.
Segundo Barbosa, que costuma trabalhar o desenvolvimento da resiliência, quem tiver disciplina para seguir os modelos propostos conseguirá, com o tempo, atribuir novos significados aos traumas e, assim, tornar a vida mais gostosa. “Mesmo que haja dor”, finaliza.
Exercite a superação
A seguir, George Barbosa dá algumas dicas que considera fundamentais para o desenvolvimento da resiliência. “Quem for muito sistemático em relação a todas pode ganhar a fama de chato ou metódico. Portanto, é preciso dosar a maneira com a qual se dedica a cada uma”, aconselha. Vamos lá:
1. Tenha autocontrole diante de situações importantes para você
2. Analise o contexto da ocasião em que se encontra
3. Tenha autoconfiança em sua capacidade de realizar aquilo que se propõe a fazer
4. Desenvolva a capacidade de conquistar e manter as pessoas junto de si
5. Trabalhe a habilidade de ser empático
6. Seja otimista e alimente a esperança diante de percalços
7. Procure “ler” e entender o que se passa com o próprio corpo
8. Tenha o exato senso de valorização da vida
DICA DE LIVRO: SobreViver – Instinto de Vencedor, de Claudia Riecken (Editora Saraiva)
sábado, fevereiro 26, 2011
Ozônio na berlinda
Ozônio na berlinda
Mesmo sem regulamentação no país, uso terapêutico do gás é feito por médicos; falta respaldo científico, para Anvisa e Conselho Federal de Medicina .
Uma técnica que usa gás ozônio contra infecções, inflamações e dor está criando polêmica no país. Ao menos 200 médicos estão convencidos da sua eficácia e a aplicam em várias doenças.
Mas o CFM (Conselho Federal de Medicina) e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) argumentam que o método, chamado ozonioterapia, não tem amparo científico e, portanto, não pode ser regulamentado.
Nesta semana, um juiz de São Paulo concedeu liminar autorizando um paciente com câncer de um hospital da capital a receber ozonioterapia no peritônio (membrana que reveste as paredes do abdome), como parte do tratamento contra dor.
Há vários estudos na literatura mundial mostrando a eficácia da ozonioterapia- embora a maioria não seja controlada e tenha baixo grau de evidência científica. A terapia é reconhecida pelos sistemas de saúde de países como Itália, Espanha, Alemanha, Rússia e Cuba.
Os defensores dizem que o método não prospera no país porque contraria interesses da indústria. "Ozônio não é patenteado. Você não engarrafa e vende na farmácia", diz a médica Emília Serra, diretora da Aboz (Associação Brasileira de Ozonioterapia), que tenta há cinco anos regulamentar a prática no país.
O ozônio medicinal pode ser aplicado na corrente sanguínea -na veia ou no reto- ou diretamente na pele (para tratar feridas). Ele estimula a circulação e a oxigenação de tecidos, com funções bactericida, anti-inflamatória, imunológica e analgésica, segundo Emília.
No Brasil, várias instituições estão pesquisando a técnica. Em 2010, a Universidade de São Paulo, por exemplo, testou a ozonioterapia em bactérias hospitalares multirresistentes a antibióticos. Com apenas cinco minutos de exposição ao ozônio, dez delas foram eliminadas, inclusive a superbactéria KPC, que atingiu 13 Estados e matou ao menos 20 pessoas.
Segundo o médico imunologista Glacus de Sousa Brito, pesquisador responsável pelo ensaio clínico da USP, outras três linhas de projetos de pesquisa com ozonioterapia estão em andamento.
Uma delas propõe o tratamento de feridas infectadas (pé diabético, por exemplo). A outra vai usar o ozônio para desinfetar ambientes hospitalares. A terceira tratará, com o gás, pessoas com infecção hospitalar.
O infectologista Ésper Kallas, professor da USP, diz que, embora os estudos pareçam promissores, é preciso repeti-los em outros centros, para verificar se os resultados permanecem favoráveis. "É necessário provar a reprodutibilidade para que a gente possa empregar no dia a dia", afirma ele.
MINISTÉRIO
No fim do ano passado, a ozonioterapia entrou na pauta do Ministério da Saúde, durante uma audiência pública que recolheu sugestões sobre a incorporação de novas tecnologias no SUS, para o tratamento de feridas.
Mesmo sem regulamentação no país, uso terapêutico do gás é feito por médicos; falta respaldo científico, para Anvisa e Conselho Federal de Medicina .
Uma técnica que usa gás ozônio contra infecções, inflamações e dor está criando polêmica no país. Ao menos 200 médicos estão convencidos da sua eficácia e a aplicam em várias doenças.
Mas o CFM (Conselho Federal de Medicina) e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) argumentam que o método, chamado ozonioterapia, não tem amparo científico e, portanto, não pode ser regulamentado.
Nesta semana, um juiz de São Paulo concedeu liminar autorizando um paciente com câncer de um hospital da capital a receber ozonioterapia no peritônio (membrana que reveste as paredes do abdome), como parte do tratamento contra dor.
Há vários estudos na literatura mundial mostrando a eficácia da ozonioterapia- embora a maioria não seja controlada e tenha baixo grau de evidência científica. A terapia é reconhecida pelos sistemas de saúde de países como Itália, Espanha, Alemanha, Rússia e Cuba.
Os defensores dizem que o método não prospera no país porque contraria interesses da indústria. "Ozônio não é patenteado. Você não engarrafa e vende na farmácia", diz a médica Emília Serra, diretora da Aboz (Associação Brasileira de Ozonioterapia), que tenta há cinco anos regulamentar a prática no país.
O ozônio medicinal pode ser aplicado na corrente sanguínea -na veia ou no reto- ou diretamente na pele (para tratar feridas). Ele estimula a circulação e a oxigenação de tecidos, com funções bactericida, anti-inflamatória, imunológica e analgésica, segundo Emília.
No Brasil, várias instituições estão pesquisando a técnica. Em 2010, a Universidade de São Paulo, por exemplo, testou a ozonioterapia em bactérias hospitalares multirresistentes a antibióticos. Com apenas cinco minutos de exposição ao ozônio, dez delas foram eliminadas, inclusive a superbactéria KPC, que atingiu 13 Estados e matou ao menos 20 pessoas.
Segundo o médico imunologista Glacus de Sousa Brito, pesquisador responsável pelo ensaio clínico da USP, outras três linhas de projetos de pesquisa com ozonioterapia estão em andamento.
Uma delas propõe o tratamento de feridas infectadas (pé diabético, por exemplo). A outra vai usar o ozônio para desinfetar ambientes hospitalares. A terceira tratará, com o gás, pessoas com infecção hospitalar.
O infectologista Ésper Kallas, professor da USP, diz que, embora os estudos pareçam promissores, é preciso repeti-los em outros centros, para verificar se os resultados permanecem favoráveis. "É necessário provar a reprodutibilidade para que a gente possa empregar no dia a dia", afirma ele.
MINISTÉRIO
No fim do ano passado, a ozonioterapia entrou na pauta do Ministério da Saúde, durante uma audiência pública que recolheu sugestões sobre a incorporação de novas tecnologias no SUS, para o tratamento de feridas.
A Aboz apresentou vários estudos internacionais defendendo que o uso da ozonioterapia poderia reduzir em até 25% os custos do SUS com o tratamento de feridas crônicas e em 80% a taxa de amputação de membros de pacientes com gangrena provocada pelo diabetes.
Por CLÁUDIA COLLUCCI Folha de São Paulo.
Por CLÁUDIA COLLUCCI Folha de São Paulo.
Assinar:
Postagens (Atom)
Himachal Pradel -India
Pequenos monjes tibetanos
Crianças do Mundo.
Meninas em Myanmar .
Vida
"...as pessoas perdem muitas coisas devido ao exagerado controle. Seja como um rio selvagem, e muito do que você nem pode sonhar, nem pode imaginar, nem pode esperar, está disponível logo ali, ao seu alcance. Mas abra as mãos; não continue vivendo a vida com mãos fechadas, porque essa é a vida de controle. Viva a vida com as mãos abertas. Todo o céu está disponível; não se contente com menos." Osho
Mais
Saiba mais sobre minha atuação profissional no endereço :
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4137061D3
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4137061D3
