quarta-feira, novembro 11, 2009

Estresse no início da vida pode modificar os genes e o comportamento, diz estudo.


Estresse no início da vida pode modificar os genes e o comportamento, diz estudo Um estudo alemão recentemente publicado na revista científica Nature Neuroscience indica que o estresse nos primeiros anos de vida pode ter um impacto significativo nos genes, podendo resultar em problemas de comportamento. A partir de testes com ratos, os cientistas descreveram que os pequenos estressados produzem hormônios que modificam os genes, o que afetaria o comportamento ao longo da vida.

No estudo, os pesquisadores separaram os filhotes das mães três horas por dia durante dez dias. "Foi um estresse muito leve, e os animais não foram afetados em nível nutricional, mas eles se sentiram abandonados", explicaram os autores. E eles notaram que aqueles que haviam se sentido dessa forma no início da vida eram menos capazes de lidar com situações estressantes ao longo da vida, além de apresentarem pior memória.

De acordo com os autores da pesquisa, esses efeitos são causados por "mudanças epigenéticas", em que a experiência estressante muda o DNA de alguns genes. E esse processo ocorreria em dois momentos: quando os filhotes são estressados, produzem altos níveis de hormônios do estresse; e esses hormônios "ajustam" o DNA de um gene que codifica um hormônio específico do estresse chamado vasopressina. "Isso deixa uma marca permanente no gene da vasopressina", explicou o cientista Christopher Murgatroyd, destacando que "esse gene é programado para produzir altos níveis desse hormônio ao longo da vida".

Na pesquisa, os cientistas mostram que esse processo envolvendo a vasopressina está por trás de problemas de comportamento e de memória. Quando eles deram, aos ratos adultos, drogas que bloqueavam os efeitos do hormônio, o comportamento dos roedores voltou ao normal.

Os autores acreditam que os resultados dos testes com ratos possam ser replicados em humanos, e eles já estão investigando como o trauma na infância pode levar a problemas como depressão. "Há forte evidência de que adversidades como abuso e negligência durante a infância contribui para o desenvolvimento de doenças psiquiátricas, como a depressão", destacaram. "Isso ressalta a importância do estudo de mecanismos epigenéticos nos distúrbios relacionados ao estresse".

Fonte: BBC News. 08 de novembro de 2009.

terça-feira, setembro 15, 2009

Neuropsicológia cognitiva



Mais de cem anos de observações de pacientes de neurologia valeram para estabelecer firmemente o campo da neuropsicológia - a pesquisa de distúrbios de percepção, memória, linguagem, pensamento, emoção e ação, em pacientes portadores de doenças neurológicas ou lesões. A afirmação de Broca , de que a sede básica da linguagem está localizada na região posterior do lobo frontal esquerdo, tem sido vista por muitos como o ponto básico para o estabelecimento da neuropsicológia. A reivindicação de Broca continha duas idéias-chave: a de que a linguagem poderia ser rompida independentemente de outros processos cognitivos e a de que a linguagem poderia estar localizada numa região especifica do cérebro . Ambas foram revolucionarias em suas implicações e geraram décadas de pesquisas relacionando lesões e enfermidades em varias partes do cérebro com suas conseqüências.
Um modelo do reconhecimento e produção de palavras faladas e escritas, proposto em 1885, pelo neurologista L. Lichitheim , ilustra bem o primeiro enfoque neuropsicológica. Baseado em observações de pacientes com lesão cerebral, o modelo de Lichitheim tinha cinco diferentes “centros” interligados. Por exemplo uma pessoa com um problema de articulação de palavras, mas com nenhum outro prejuízo da linguagem, era considerada como possuidora de dano no centro M; um paciente que tivesse dificuldade de repetir palavras faladas, mas que pudesse entendê-las e produzi-las, era visto como possuindo um dano na conexão entre A e AM. Este enfoque para a neuropsicologia, freqüentemente referido como realização de diagrama, gozou de popularidade até o inicio do século XX. Quando novos dados foram coletados, entretanto, a realização do diagrama foi desprezada, porque os observação da realidade individual dos pacientes oferecidas como base para os modelos de diagrama com freqüência eram desapontadoramente fracas e não convincentes. O enfoque também foi criticado pq os dados anatômicos não possibilitavam a localização precisa dos centros controladores das diferentes funções pretendidas.
Embora alguns pesquisadores continuassem a trabalhar seguindo a tradição de realização do diagrama de Lichitheim, ganhou preeminência na década de 1930um enfoque diferente na neuropsicologia. O novo enfoque questionava o valor de se analisar e relatar casos únicos, como haviam feito os realizadores do diagrama, e introduzia um enfoque grupal na analise de dados. Os pacientes eram reunidos em grupos, com base na informação geral sobre a ,localização da lesão cerebral (por exemplo, lobo temporal esquerdo ou direito), e , então, o desempenho dos grupos em uma serie de testes padronizados e quantificáveis era comparado para verificar se os grupos apresentavam padrões diferentes de deficiência. O uso de grupos de controle com pessoas normais, combinando importantes variáveis (idade, sexo e educação,por exemplo), tornou-se também parte importante das pesquisas neuropsicológicas.
Apesar de razoável, em principio, o estudo de grupos também tem problemas que limitam sua utilidade. Como se pode esperar que os membros de cada grupo revelem variação na gravidade do dano, nos níveis de desempenho da lesão previa, e assim por diante, há necessidade de um grande número de pessoas para se obter diferenças estatisticamente significativas entre os grupos . Deste modo, poderiam ser gastos (como o foram), dez anos de coleta de dados para completar alguns estudos. Ademais, diferenças interessantes e potencialmente muito importantes entre as pessoas acabaram “exauridas” ou perdidas na analise. O estudo de grupo é baseado na media dos resultados obtidos com grande numero de pessoas, e as diferenças individuais ficam obscurecidas.
Os meados da década de 1960 testemunharam o desenvolvimento de um outro enfoque na neuropsicologia, que iria transformar dramaticamente o campo. O neurologista Normam Geschiwind , cujo trabalho exerce um papel proeminente ao longo das pesquisas em comportamento é considerado o agente fundamental do inicio dessa transformação . Sua própria pesquisa levou-o a reconsiderar e reconhecer o valor dos realizadores do diagrama e do enfoque do estudo de casos únicos, e convocou seus companheiros pesquisadores a reconsiderar também,dando inicio a neuropsicologia cognitiva.

A neuropsicologia cognitiva estuda os mecanismos fundamentais dos processos psicológicos, que são a base da vida mental- pensamento, leitura, fala, reconhecimento, recordação- pelos efeitos da lesão cerebral. Seu primeiro objetivo é relacionar os padrões do desempenho cognitivo em pacientes portadores de lesão cerebral com as operações psicológicas necessárias à função cognitiva normal; o segundo é efetivamente, extrair da observação de efeitos O nosso cérebro é doido !!! De aorcdo com uma peqsiusa:de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as Lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo. Sohw de bloa.Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito. 35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!

sábado, setembro 12, 2009

Natureza, cultura e o comportamento humano



Natureza, cultura e o comportamento humano

No início da década de 1990, o geneticista italiano Luici Cavalli-Sforza apresentou um projeto científico audacioso: construir uma grande coleção de DNA de populações das mais diversas partes do mundo para a realização de estudos comparativos sobre variabilidade genética. Uma das justificativas do Projeto sobre a Diversidade do Genoma Humano (HGDP, sigla em inglês) seria o combate ao racismo e ao etnocentrismo, já que demonstraria as afinidades genéticas entre os mais diversos grupos culturais.

A proposta gerou polêmica e foi bastante questionada por povos indígenas e organizações não-governamentais, suscitando também debates na comunidade científica (principalmente entre antropólogos) sobre ética em pesquisa. Muitas lideranças indígenas questionaram a legitimidade das narrativas científicas que viriam a ser construídas a partir da pesquisa. Num congresso internacional de bioética, em 1996, um cientista do HGDP, ao explicar o projeto, teria afirmado que seria possível dizer aos povos pesquisados qual seria a sua "verdadeira" identidade. Uma ativista indígena rebateu: "eu sei quem eu sou - posso eu dizer a você quem você é?".

A discussão traz uma pergunta interessante: por que as evidências da genética são aceitas por certos grupos e vistas com extrema suspeita por outros? A resposta pode estar na disputa entre interpretações sobre a realidade social na qual estão presentes elementos históricos, sociais e políticos. Nesse caso, a disputa gira em torno da legitimidade da biologia para tratar de questões culturais.

Qual seria a natureza do comportamento humano:
biológica ou cultural?

Natureza e cultura

A biologia e as ciências sociais (particularmente a antropologia) apresentam concepções distintas sobre o que seria natural e o que seria cultural no comportamento humano. Essas concepções variaram historicamente no interior dessas disciplinas, a partir de modelos e perspectivas de diferentes autores.

De maneira geral, para os antropólogos, a cultura seria aquilo que especifica a condição humana. Os mais radicais acreditam que a biologia não desempenha nenhum papel na determinação do comportamento humano. Para os biólogos, os seres humanos evoluíram dos primatas - tal como preconizou Darwin - e essa relação filogenética serviria como justificativa, para alguns, para se considerar o Homo sapiens como apenas mais uma dentre outras espécies animais.

Mas a biologia e as ciências sociais também sempre estiveram, historicamente, em diálogo. A antropologia é reconhecida enquanto ciência no final do século XIX. Surgem, nesse contexto, no âmbito dessa disciplina, teorias como o evolucionismo, que se apropria de um modo muito particular do darwinismo. Autores como Lewis Morgan e E. B Tylor acreditavam que a unidade da espécie humana permitiria estabelecer uma "escala de civilização" - nela, as culturas diferentes da européia seriam classificadas como sendo "inferiores", menos "evoluídas" e tidas como sobrevivência daquilo que seriam fases anteriores do desenvolvimento humano. Através da evolução, as culturas "atrasadas" poderiam, um dia, alcançar o estágio no qual se encontravam as culturas "mais desenvolvidas". A evolução cultural caminharia, assim, numa única direção: do simples ao complexo, do irracional para o racional.

Outras teorias racistas nasceram no âmbito das ciências humanas no final do século XIX, tendo em comum a hierarquização daqueles que eram considerados diferentes. O conceito de " raça" enquanto um grupo biológico distinto ao qual corresponderiam certos atributos morais surge nesse cenário: a espécie humana consistiria num conjunto de diferentes "raças" identificadas através do fenótipo e da anatomia e classificadas numa hierarquia entre "raças inferiores" e "superiores".

A chamada antropologia cultural surge no início do século XX nos Estados Unidos e derruba essa visão de que as diferenças biológicas determinariam as diferenças culturais. A idéia de uma evolução cultural também passa a ser questionada, na medida em que cada cultura teria sua história e seu valor particular. A cultura e a história - e não a "raça" - seria a causa das diferenças entre as populações.

Os chamados antropólogos culturalistas - Franz Boas, Margareth Mead, Ruth Benedict - acreditavam que a natureza humana seria caracterizada por componentes inatos e componentes aprendidos e transmitidos - tal como preconizado por Darwin. A cultura, ao introduzir proibições sexuais tais como o incesto, por exemplo, regularia os comportamentos embora os instintos continuassem presentes nos indivíduos. Do ponto de vista dessa antropologia os componentes considerados inatos no comportamento humano - como o sexo, instintos de agressividade e de competição - poderiam ser modificados. A cultura seria capaz de reprimir ou alterar esses comportamentos.

A antropologia culturalista norte-americana estava, portanto, em diálogo com a biologia - especialmente com o darwinismo. Atualmente, segundo o antropólogo Mauro de Almeida, antropólogo da Universidade Estadual de Campinas, esse diálogo com o darwinismo caracteriza uma área da antropologia bastante popular nos Estados Unidos: a antropologia física. "Nos Estados Unidos, é preciso lembrar que a antropologia se subdivide em quatro campos: a antropologia física, a antropologia cultural, a linguística e a arqueologia. A antropologia física é bastante popular nos departamentos de biologia", afirma o antropólogo.

sexta-feira, setembro 11, 2009

Individualidade e Saude Publica .


A honestidade de sentimentos reflete no processo coletivo, reflete no desenvolvimento individual e multiplica-se, criando um estado diferente daquele focado nos objetos. A contemplação da mente, nos leva a um conhecimento profundo das atividades do presente e a realização do agora com substancialidade, desfazendo a insatisfação!



Refletir sobre a origemde nossas impressões cria condições para o abandono das emoções distorcidas que deprimem e afastam nossa fisiologia do equilibrio.
Lilian Dórea de Vasconcelos -Chiang Mai - Tailandia.



Himachal Pradel -India

Himachal Pradel -India
Pequenos monjes tibetanos

Crianças do Mundo.

Crianças do Mundo.
Meninas em Myanmar .

Vida

Vida
"...as pessoas perdem muitas coisas devido ao exagerado controle. Seja como um rio selvagem, e muito do que você nem pode sonhar, nem pode imaginar, nem pode esperar, está disponível logo ali, ao seu alcance. Mas abra as mãos; não continue vivendo a vida com mãos fechadas, porque essa é a vida de controle. Viva a vida com as mãos abertas. Todo o céu está disponível; não se contente com menos." Osho

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